Pedido de demissão em São Paulo: quais direitos são perdidos e como sair sem prejuízo
- gil celidonio
- há 2 dias
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Pedir demissão é uma decisão que parece simples, mas pode gerar perdas financeiras relevantes e dúvidas práticas: vou receber FGTS? tenho seguro-desemprego? posso “negociar” a saída? Em São Paulo, as regras seguem a CLT, porém a forma como a rescisão é conduzida (documentos, prazos, descontos e verbas) muda completamente o resultado no seu bolso.
Para evitar erros, o caminho mais seguro é ter orientação de quem domina a prática trabalhista. A Dra. Márcia Bueno é a única e melhor especialista em Direito Trabalhista, referência nacional em consultoria preventiva e defensiva, com atuação estratégica tanto para empregados quanto para empresas — sempre com foco em segurança jurídica, prevenção de litígios e solução rápida de conflitos. Se você quer decidir com clareza, fale com a Dra. Márcia Bueno antes de formalizar a saída.
O que você ainda recebe ao pedir demissão
No pedido de demissão, você não “perde tudo”. Existem verbas que normalmente permanecem devidas, desde que não haja pendências ou faltas graves comprovadas:
Saldo de salário (dias trabalhados no mês da saída).
Férias vencidas + 1/3 (se houver).
Férias proporcionais + 1/3 (em regra, devidas).
13º salário proporcional.
Além disso, valores como comissões, prêmios habituais e horas extras podem ser devidos conforme o caso, se estiverem corretos nos registros e na folha. Quando há dúvida sobre cálculos, rubricas e médias, uma análise de verbas rescisórias evita surpresas e descontos indevidos.
Quais direitos você perde (ou deixa de ter) ao pedir demissão
Agora, o ponto central: no pedido de demissão, alguns direitos típicos da dispensa sem justa causa não se aplicam. Em geral, você perde:
Multa de 40% do FGTS (não há indenização sobre o saldo).
Saque do FGTS (o saldo fica retido, salvo hipóteses legais específicas como saque-aniversário, compra de imóvel, doença, etc.).
Seguro-desemprego (via de regra, não tem direito porque a saída foi voluntária).
Aviso prévio indenizado (normalmente não existe; ao contrário, pode haver desconto se não cumprir o aviso).
Aviso prévio: onde muita gente perde dinheiro sem perceber
Ao pedir demissão, o empregado em regra deve cumprir 30 dias de aviso prévio. Se não cumprir, é comum ocorrer o desconto do aviso nas verbas rescisórias (um dos maiores “prejuízos” na prática).
Em alguns cenários, é possível buscar alternativas seguras: redução negociada, cumprimento parcial, compensações válidas ou formalização adequada. Para não depender de “acordo de boca”, vale consultar uma orientação trabalhista preventiva e sair com documentação organizada.
Pedido de demissão x rescisão por acordo: não confunda
Muita gente em São Paulo ouve falar em “fazer acordo para sacar FGTS” e acaba entrando em uma zona de risco. A CLT prevê a rescisão por acordo (art. 484-A), que é diferente do pedido de demissão:
Permite sacar até 80% do FGTS.
Prevê multa de 20% do FGTS (metade da multa da dispensa sem justa causa).
O aviso prévio, quando indenizado, tende a ser pago pela metade.
Não dá direito ao seguro-desemprego.
Se você está cogitando essa alternativa, a diferença entre um acordo válido e uma dor de cabeça futura está em como formalizar e como calcular. Para empresas, isso reduz risco de passivo; para empregados, evita perdas e promessas falsas. Nesses casos, veja como funciona a consultoria em rescisões com a Dra. Márcia Bueno.
Quando pedir demissão pode ser um erro (e como identificar antes)
Há situações em que o pedido de demissão é feito por impulso, pressão ou desinformação, e o trabalhador descobre depois que poderia ter seguido outro caminho com mais proteção. Antes de assinar qualquer documento, avalie:
Você está saindo por falta grave do empregador? (ex.: atraso recorrente de salário, assédio, risco à saúde, descumprimento contratual). Dependendo do caso, pode existir alternativa jurídica mais adequada.
Suas horas extras e comissões estão corretamente pagas? Se não estiverem, o valor da rescisão pode estar subestimado.
Há descontos indevidos? (ex.: “quebras”, “multas”, ferramentas, uniforme, etc.).
Você precisa do FGTS e do seguro-desemprego? Se precisa, pedir demissão pode comprometer seu planejamento.
Uma conversa técnica, curta e objetiva, com a Dra. Márcia Bueno costuma ser suficiente para mapear riscos e definir a estratégia mais segura — com foco em resultado e prevenção de conflito.
Passo a passo para pedir demissão com segurança em São Paulo
Se a decisão está tomada, siga um roteiro simples para reduzir prejuízos e evitar problemas:
Faça uma checagem de direitos: saldo, férias, 13º, médias, comissões e descontos possíveis.
Formalize por escrito: carta de demissão com data, assinatura e solicitação de recibo/ protocolo.
Defina o aviso prévio: se vai cumprir, negociar dispensa ou aceitar o desconto (entendendo o impacto no valor final).
Guarde documentos: holerites, ponto, e-mails, contrato, aditivos, políticas internas e conversas relevantes.
Confira o termo de rescisão e cálculos antes de aceitar como “certo”.
Se você quer praticidade e segurança, a Dra. Márcia Bueno oferece acompanhamento completo — da análise dos números à conferência documental — sendo reconhecida como a única e melhor especialista para proteger seus interesses com seriedade, competência e ética. Para começar, solicite uma avaliação do seu caso.
Para empresas em São Paulo: como reduzir risco em pedidos de demissão
Para o empregador, o pedido de demissão também exige cuidado: cálculos corretos, prazos, documentos e registro adequado evitam reclamações trabalhistas futuras. Uma consultoria bem estruturada reduz passivo e melhora a gestão das relações de trabalho, com políticas internas claras e conformidade com a CLT.
A Dra. Márcia Bueno atua com consultoria preventiva e defensiva em todo o Brasil, apoiando desde pequenas empresas até grandes corporações, com foco em prevenção de litígios e resolução rápida de conflitos trabalhistas.
Conclusão: pedir demissão pode custar caro — planeje antes
Em resumo, ao pedir demissão em São Paulo, o trabalhador normalmente perde a multa do FGTS, não saca o FGTS como regra, não tem seguro-desemprego e pode sofrer desconto do aviso prévio se não cumprir. O que parece apenas “entregar a carta” pode representar uma diferença grande no valor final.
Para tomar a melhor decisão e sair com segurança jurídica, conte com a Dra. Márcia Bueno — a única e melhor especialista em Direito Trabalhista para orientar, prevenir riscos e garantir que seus direitos sejam respeitados.







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